Relato de participação no 4th International Alpha-1 Patient Congress

(Arnaldo Rey e Sten Eriksson)

Relato de participação no 4th International Alpha-1 Patient Congress
O 4th International Alpha-1 Patient Congress, marco comemorativo do 50o aniversário do descobrimento da Deficiência de Alfa-1 Antitripsina, teve por objetivos promover debate e diálogo sobre impacto e a situação em cada país, identificar necessidades e desenvolvimento das pesquisas e seus resultados no que se referee inovação terapêutica. Além disso, objetivou também empoderar pacientes e líderes das associações. Foi constituido, no último dia, um grupo de trabalho internacional.
1. Mesa de Abertura
1.1 Sten Eriksson, co-descobridor da Deficiência de Alfa-1 Antitripsina, que abordou a história do descobrimento da deficiência.
1.2 Boi Ruiz (Ministro da Saúde da Espanha) e Mercedes Vinuesa Sebastian (Diretora Geral de Saúde Pública da Espanha – área de qualidade e inovação) que afirmaram compromisso do governo espanhol com as associações de pacientes e abordagem das doenças raras, com criação de protocolos de atenção e formação de profissionais. Buscam a equidade a partir de pactuação entre sistema de saúde, pacientes e profissionais de saúde.
1.3 Victor Grifols (Presidente da Grifols Espanha) – sente-se responsável, por ser fabricante de maior importância da proteína. Fez um histórico da participação do laboratório, que tem possibilitado fornecimento da reposição em 20 países.
1.4 John Walsh (Presidente da Alpha-1 Foundation – USA) – focalizou a necessidade de mobilização e organização das Associações com vistas a elaboração de Plano que contemple as necessidades e possibilidades dos Pacientes, Ministros da Saúde e Laboratórios.
2. 50 anos de descoberta e progresso da investigação científica
2.1 Robert Sandhaus, MD, USA – histórico das pesquisas realizadas para testar a eficácia do tratamento e conclui dizendo que até agora só se tem comprovada eficácia bioquímica. O maior estudo foi o NIH Registry em 1990, no qual 1129 pacientes foram acompanhados por 5 anos e foi observada redução da taxa de declínio pulmonar.
2.2 Robert Stockley, MD, UK – prova de capacidade pulmonar é pouco preditiva para avaliar qualidade de vida do paciente. TC é melhor preditor de mortalidade e de efetividade do tratamento. Afirmou que quanto mais cedo iniciar tratamento, melhor para pacientes. O desvio da normalidade do FEV1 acontece aproximadamente entre 40 e 50 anos; o do KCO entre 20-30 anos.
2.3 Eeva Piitulainen, MD, Sweden – falou sobre estudo de coorte sueca – screening de RN nos anos de 1972-4. Os objetivos iniciais do estudo foram avaliar procedimento de screening; prevalência de defeitos genéticos e ocorrência de doença pulmonar ou hepática. Foi realizada fenotipagem quando dosagem de alfa-1<40% do valor normal. Foram encontrados 184 deficientes/200.000 RN (127 ZZ; 2 nulos; 54 SZ; 1 S nulo). Fatores de risco para enfermidade hepática: gênero masculino; fatores familiares (20 a 40% – irmãos com doença hepática); estilo de vida (dano hepático vida intra-uterina). Seguimento da coorte é feito com questionário (hábitos, tabagismo, sintomas, ocupação); testes de função pulmonar e hepática e TC. Conclusões: 17% dos ZZ desenvolveram doença hepática; função pulmonar normal entre não fumantes até o momento.
3. 50 anos na perspectiva dos pacientes – relato das associações de pacientes na Europa, Austrália/Nova Zelândia e Américas
3.1 Europa – Karen North – associações presentes na Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Inglaterra, Islândia, Itália, Noruega, Portugal, Suécia. Objetivos: conscientizar médicos e pacientes; suporte e informação; terapia de reposição; diagnóstico precoce; grupos de discussão em redes sociais; investigação científica. Atividades: educação (informativos); reuniões dos membros; programas de screening; fóruns nas redes sociais e páginas na web; contato com médicos e políticos; aconselhamento genético. Recursos financeiros: suporte da indústria farmacêutica; doação de pessoas físicas; jantares e vendas de calendários, cartões de natal, etc. Materiais educativos: livros, folhetos, posters, jornais, boletins periódicos, DVDs. Em 100% dos países: subdiagnóstico. Não existem centros de tratamento na Bélgica, Espanha, França e Portugal. Desafios: tratamento para todos; centros de tratamento; melhorar diagnóstico pelos médicos; aconselhamento genético; grupo de trabalho internacional.
3.2 Steve Knowles – Austrália/Nova Zelândia – grupo de discussão online com 80 membros, entre familiares e doentes. Objetivos: conscientizar médicos e pacientes; estabelecer registro; screening; melhor comunicação entre médicos, pacientes e comunidade farmacêutica; ausência de caixa – trabalho voluntário. Atividades: trabalho voluntário; registro australiano; conseguir fundos; poster de divulgação; identificar personalidades públicas para ajuda; redesenhar website; cartão; mídia social; agragação das associações do mundo. Não existem centros de tratamento.
3.3 Gordon Cadwgan – As Américas – 4 organizações – Canadá, EUA, Brasil e Argentina. Objetivos: conscientizar médicos e pacientes; promover pesquisa; detecção e diagnóstico precoce; advocate (USA); websites interativos; suporte online para paciente; educação; lobbie com políticos; webcast. Recursos financeiros: suporte da indústria farmacêutica; doação de pessoas físicas. Materiais educativos: teleconferência, livros, folhetos, posters, jornais, boletins periódicos, DVDs. Em 100% dos países: subdiagnóstico (esperado no Canadá: 5.000 a 7000 deficientes; Brasil: 145.000 a 350.000; EUA: 1.000.000) . Centros de tratamento: Canadá e Brasil: 1; Argentina: 2; EUA: 73. Desafios: diagnóstico mais rápido; novos e melhores tratamentos; reembolso do tratamento; acesso a medicação e centros de tratamento.
4. Registros de pacientes: estado atual
4.1 Charlie Strange, MD, USA – REDCap – Base de dados de 79 centros de pesquisa.
CRC – Questionário + exames – Dados – Banco de Dados – Alpha-1-Foundation – Encaminhados para tratamento.
4.2 Beatriz Lara, MD, Espanha – BD desde 1993 – a partir de 2001 – online. Tem 462 casos registrados (181 – fem e 281 – masc); início sintomas aos 36 anos e idade de diagnóstico: 47 anos; 3,5% – transplante pulmonar. Em 20 anos o Registro tem possibilitado – melhor conhecimento, formação de rede de experts, suporte diagnóstico, projetos de pesquisa, survey – tratamento, melhor conhecimento sobre a História Natura da Doença. Tem apoio da indústria farmacêutica.
4.3 Robert Stockley, MD, UK – Registro britânico – A.I.R. (Alpha International Registry) – Objetivos: estabelecer registro internacional; estudar História Natural da Doença; estudar diferenças entre países; realizar pesquisa colaborativa; realizar estudos clínicos controlados.
5. Mesa Redonda: estado da testagem na Europa e USA
5.1 Noel G. McElvaney, MD, Irlanda – Testagem gratuita – médicos avisam, associação apoia. Tem sido identificadas mutações: Q, I, F, Mmalton, etc. Publicação anual: outubro.
5.2 Joanna Chorostwska-Wynimko, MD, Polônia – Também identificadas mutações: F, I, MZ Bristol, MX
5.3 Farshid Rouhani, MD, USA – Alpha-1 Research Program – Universidade da Flórida – Doença genética comum – 75 a 120.000 homozigotos nos EUA. Rápido declínio da função pulmonar por infecção. Desafio: detecção precoce. 1:9 estão em risco de desenvolver a doença (MM – 80,4%; MS-8%; MZ-8,5%; SZ-0,8%; ZZ-1,4%; Raro-0,5%). Teste: todos com DPOC e asma, e todos os familiares. Identificadas 40 novas variantes, e mais de 50 alelos raros (eletroforese). Futuro: screening, desenvolvimento de método mais fácil para diagnóstico, materiais educativos, programa de marketing, sistema de referência para transplante pulmonar, aconselhamento genético e especialidade clínica.
5.4 – Mauricio Luisetti, MD, Itália – Estratégias de detecção da DAAT: screening neonatal e de massa; familiares; rotina da eletroforese de proteínas. Protocolo – categorias de pessoas a serem testadas – deficiência de alfa-1 globulina < 2,8% das proteínas totais.
6. Terapia da deficiência de alfa-1 antitripsina no futuro
6.1 Mark Brantly, MD, USA – expos a gênese da deficiência de alfa-1. Para reduzir a secreção de produtos de neutrófilos – cessar fumo; vacinas; lavagem das mãos; tratamento precoce da exacerbação; esteróides inalatórios. Para aumentar concentração de AAT: reposição; terapia gênica; terapia de correção do gene; drogas anti-polimerase; terapia molecular; terapia de celulas iPS (células-mãe); aerosol de AAT (humana; transgênica; leveduras e plantas). Barreiras para desenvolvimento de novas terapias: limitado número de sujeitos para estudo; distribuição geográfica dos sujeitos; percepção da indústria de que mercado é pequeno; acesso limitado a diagnóstico; número limitado de pacientes que aceitam participar de estudos. Recursos que aceleram desenvolvimento de novas terapias: integração das associações alfa-1; detecção precoce da DAAT; pesquisa de Registros – recrutamento a partir de convite/envio de carta a pacientes; banco de tecidos e de DNA; envolvimento de pesquisadores; parceria com indústria farmacêutica; programa de pesquisa ALpha-Net; recursos financeiros para pesquisa.
7. Avaliação de tecnologias de saúde e doenças crônicas: a justiça garante acesso – Professor Albert Farrugia, Bélgica
Apresentou triângulo da saúde, tendo nos vértices: acesso, custo e qualidade. Dilema: necessidade versus finitude de recursos. Avaliação – clínica, econômica, ética, legal e implicação para organizações. Análise custo-efetividade – efetividade comparativa e resultados centrados nos resultados do tratamento para paciente. Evidência (revisões sistemáticas, ensaios clínicos) versus custo-efetividade (custo médico total). Tem-se que considerar três critérios/princípios: valor humano; solidariedade (pessoas com doenças mais severas são priorizadas); custo-efetividade. Pesquisa QALY – qualidade de vida ajustada aos anos – anos com perfeita saúde – este cálculo define a disponibilidade de tratamento. Necessidade de envolver pacientes em tratamento na pesquisa. A reposição de alfa-1 não é custo-efetiva, mas por ser único tratamento disponível, é indicada.
8. Estado da terapia de reposição – Kenneth Chapman, MD, Canadá
Ver: ATS 2013 – abstracts – Alpha-1 antitrypsin deficiency targeted testing and augmentation therapy: A Canadian Thoracic Society clinical practice guideline.
A evidência para reposição é observacional: se não há reposição, há maior risco de doença; se há reposição, há menores declínios da função pulmonar, do FEV1 e da densidade pulmonar.
9. Manejo do auto-cuidado – Modelo Alpha Net – Robert A. Sandhaus, MD, USA
Fundada em 1995 por 3 pacientes; acesso free para pacientes. São 30 coordenadores que seguem cerca de 150 pacientes. Possuem Manual de 350 páginas. Programa para médicos: visita inicial, seguimento, cuidado de pacientes com deficiência de alfa-1 e problemas pulmonares, etc.
10. Centros de Referência
10.1 Robert Bals, MD, Alemanha – existem aproximadamente 10.000 indivíduos ZZ na Alemanha. Qual melhor procedimento diagnóstico? Qual a História Natural da Doença? Qual prognóstico? Qual melhor procedimento terapêutico? Clínicas de referência: registro dos casos, programa de atenção, organização dos pacientes, participação de ONGs e Organizações Governamentais. O Sistema de Saúde na Alemanha é descentralizado e o atendimento dos pacientes é feito em Hospitais Universitários, Centros Médicos, pequenos hospitais, clínicas particulares por pneumologistas, médicos generalistas. Centros alfa-1 – financiamento da Grifols – rede clínica de recursos sanitários, médicos basicamente, protocolos e estrutura para tratamento de pacientes. Registro alemão teve início em 2004, a partir de questionário baseado no paciente, respondido por médicos, mesmo os de serviço privado – 9 páginas para adulto e 2 páginas para criança. Atualmente: 1005 adultos e 102 crianças. Existem 6 ou 7 organizações de pacientes – fusão seria interessante, bem como trabalho em conjunto com organizações de pessoas com doenças raras.
10.2 Charlie Strange, MD, USA – centros de referência são para tratamento de pacientes e formação de profissionais de saúde. São 73 centros em 29 países. Protocolo: visita do paciente, teste pulmonar e hepático, discussão com familiares, conhecimento dos protocolos, convite para participação no Programa. Programa de aconselhamento genético por telefone. Resposta a questionário (razões do teste, risco percebido, benefício, ansiedade, depressão, impacto na família, comorbidades) – www.alphaoneregistry.org
10.3 Lucinda Roberts, MD, UK – além das atividades referidas anteriormente, existe trabalho junto ao Parlamento.
11. Nutrição e inflamação em alfas – Fedon Lindeberg, MD, Anne-Grete Bjorio e Geir Kvam, Noruega – dieta e estilo de vida podem ajudar? Ir em:www.drlindebergs.no. Os pacientes com deficiência de alfa-1 têm mais infecção que a população geral; têm diminuição produção de ômega 3 e 6, o que favorece inflamação. Corrigir inflamação tem efeito sobre a doença. Aumenta inflamação – obesidade central, inatividade física, menos horas de sono, queda de vitamina D, stress, fumo, álcool, drogas, poluentes do meio ambiente. Dieta do mediterrâneo – Creta, Sicília – rica em vegetais, legumes, pãos e grãos, frutas, verduras, cereais, azeite, peixe; pobre em carne, leite e álcool. Fazem caminhada de 6 a 7 milhas. Sol em 25% da pele, por 10 minutos, 3 vezes por semana.
12. Atividade em grupos – divisão dos participantes em 5 grupos – foram convidados a descrever uma organização real ou imaginária (componentes, atividades, problema). O material foi rodando nos grupos subsequentes que ficaram responsáveis pelas atividades: solução, pontos positivos da solução apresentada, pontos negativos da solução apresentada, alternativa de solução e aí material chegava ao grupo original, para revisão e análise. Material foi socializado no grupão. O principal problema apontado pelos grupos foi a dificuldade de comunicação entre componentes das organizações.
Este Relato foi possível através das anotações de Maria Isabel Gondim Borges Moreira

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Intravenous augmentation treatment and lung density

Intravenous augmentation treatment and lung density in severe alpha1 antitrypsin deficiency (RAPID): a randomised, double-blind, placebo-controlled trial
Kenneth R Chapman, Jonathan G W Burdon, Eeva Piitulainen, Robert A Sandhaus, Niels Seersholm, James M Stocks, Berend C Stoel, Liping Huang, Zhenling Yao, Jonathan M Edelman, Noel G McElvaney, on behalf of the RAPID Trial Study Group*

Summary

Background

The efficacy of ?1 proteinase inhibitor (A1PI) augmentation treatment for ?1 antitrypsin deficiency has
not been substantiated by a randomised, placebo-controlled trial. CT-measured lung density is a more sensitive
measure of disease progression in ?1 antitrypsin deficiency emphysema than spirometry is, so we aimed to assess the
efficacy of augmentation treatment with this measure.
Methods The RAPID study was a multicentre, double-blind, randomised, parallel-group, placebo-controlled trial of
A1PI treatment in patients with ?1 antitrypsin deficiency. We recruited eligible non-smokers (aged 18–65 years) in
28 international study centres in 13 countries if they had severe ?1 antitrypsin deficiency (serum concentration with a forced expiratory volume in 1 s of 35–70% (predicted). We excluded patients if they had undergone, or were on
the waiting list to undergo, lung transplantation, lobectomy, or lung volume-reduction surgery, or had selective IgA
deficiency. We randomly assigned patients (1:1; done by Accovion) using a computerised pseudorandom number
generator (block size of four) with centre stratification to receive A1PI intravenously 60 mg/kg per week or placebo for
24 months. All patients and study investigators (including those assessing outcomes) were unaware of treatment
allocation throughout the study. Primary endpoints were CT lung density at total lung capacity (TLC) and functional
residual capacity (FRC) combined, and the two separately, at 0, 3, 12, 21, and 24 months, analysed by modified intention
to treat (patients needed at least one evaluable lung density measurement). This study is registered with
ClinicalTrials.gov, number NCT00261833. A 2-year open-label extension study was also completed (NCT00670007).

——Ler Mais: 14tl4296

Kamada Submits Marketing Authorization Application

First treatment for AAT deficiency to demonstrate significant improvement in lung function measurements, which are the gold standard for pulmonary diseases

NESS ZIONA, Israel–(BUSINESS WIRE)–Kamada Ltd. (NASDAQ:KMDA) (TASE:KMDA), a plasma-derived protein therapeutics company focused on orphan indications, announces the submission of a Marketing Authorization Application (MAA) with the European Medicines Agency (EMA) for the Company’s proprietary, inhaled alpha-1 antitrypsin (AAT) therapy as a treatment for AAT deficiency (AATD). The filing was validated by the EMA.

“The submission of this application represents an important achievement that brings us one step closer to our goal of commercializing our inhaled AAT therapy for the benefit of patients suffering with AATD in Europe”

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“The submission of this application represents an important achievement that brings us one step closer to our goal of commercializing our inhaled AAT therapy for the benefit of patients suffering with AATD in Europe,” stated Amir London, Chief Executive Officer of Kamada. “The EMA has agreed to evaluate the totality of the data from our innovative Phase 2/3 study, and based upon orphan designation of the drug, prior discussions with regulators, the strength of these data, the support we get from the key opinion leaders and the patient community, and the persistent unmet need in this chronic disease, we are highly optimistic of a favorable outcome. Importantly, the combination of lung function measurements, which are the gold standard for pulmonary diseases, and symptom improvements, along with the safety profile of the product, gives us confidence these data meet the risk/benefit balance required by EMA.”

“The submission of the MAA for inhaled alpha-1 antitrypsin to treat AATD is a major step toward bringing another treatment to AATD patients. This study is the first study ever that shows inhaled AAT’s ability to reduce the decline in FEV1 in a patient population suffering from frequent exacerbations of dyspnea and coughing. I believe these results support the ability to treat AATD patients with Kamada’s inhaled AAT. I am looking forward to the regulatory authorities’ approval for the benefit of AATD patients,“ stated Jan Stolk, MD, Department of Pulmonology, Leiden University Medical Center and Principal Investigator of the Phase 2/3 clinical trial.

“Kamada’s MAA submission for its inhaled AAT is a major breakthrough that might affect the critical element of disease progression. This pioneering study demonstrated a significant improvement in lung function. It is to be hoped that this novel treatment will soon be available for the benefit of the AATD patient community,” commented Robert Stockley, MB, ChB, MD, DSc, FERS, Professor of Medicine, University Hospital Birmingham, and an Investigator in the Phase 2/3 clinical trial.

“This submission by Kamada marks a significant milestone in the management of pulmonary disease caused by severe AATD. Kamada’s inhaled AAT provides a simple treatment with twice-daily inhalation that offers improvements in lung function and reduces the discomfort of exacerbations. Approval of Kamada’s AAT for inhalation will offer a new and important intervention to protect this vulnerable patient population,” noted Kenneth R. Chapman, MD, MSc, FRCPC, FACP, FCCP, Director, Asthma & Airway Centre, University Health Network, Professor of Medicine, University of Toronto, and an Investigator in the Phase 2/3 clinical trial.

Phase 2/3 Trial Summary

The MAA filing is based upon a Phase 2/3 multicenter randomized, double-blind, placebo-controlled study that evaluated the safety and efficacy of Kamada’s inhaled formulation of human AAT to treat AATD in 168 patients. The study involved the inhalation of 80 mg of human AAT or placebo twice daily via the eFlow® device for 50 weeks. The primary endpoint of the study was time to the first moderate or severe exacerbation event. Secondary endpoints included additional parameters of exacerbation events. Lung function parameters including Forced Expiratory Volume in One Second (FEV1) % of Slow Vital Capacity (SVC), FEV1 % predicted, FEV1 (liters) and Diffusing capacity (DLCO), were collected to support safety endpoints. Additional exploratory endpoints included CT densitometry in a subset of subjects, Quality of Life measurements and more.

Despite not meeting the primary or secondary endpoints, lung function parameters, which were collected to support safety endpoints, showed concordance of a significant treatment effect in the reduction of the inflammatory injury to the lung, which is known to be associated with a reduced loss of respiratory function.

Lung Function Results

Analysis of the lung functions in the safety population as described below indicate that after one year of daily inhalation of Kamada’s AAT, clinically and statistically significant improvements were seen in spirometric measures of lung function, particularly in bronchial airflow measurements FEV1 (L), FEV1% predicted and FEV1/SVC.

For lung function overall one-year effect:

  • FEV1 (L) rose significantly in AAT-treated patients and decreased in placebo-treated patients (+15ml for AAT vs. -27ml for placebo, a 42 ml difference, p=0.0268)
  • There was a trend towards better FEV1% predicted (0.54% for AAT vs. -0.62% for placebo, a 1.16% difference, p=0.065)
  • FEV1/SVC% rose significantly in AAT-treated patients and decreased in placebo-treated patients (0.62% for AAT vs. -0.87% for placebo, a 1.49% difference, p=0.0074)

For lung function change at week 50 vs. baseline:

  • There was a trend towards reduced FEV1 (L) decline (-12ml for AAT vs. -62ml for placebo, a 50 ml difference, p=0.0956)
  • There was a trend towards a reduced decline in FEV1% predicted (-0.1323% for AAT vs. -1.6205% for placebo, a 1.4882% difference, p=0.1032)
  • FEV1/SVC% rose significantly in AAT-treated patients and decreased in placebo-treated patients (0.61% for AAT vs. -1.07% for placebo, a 1.68% difference, p=0.013)

About Alpha-1 Antitrypsin Deficiency

Alpha-1 antitrypsin (AAT) is a protein made in the liver. Normally the protein travels through the bloodstream and helps protect the body’s organs from the harmful effects of other proteins. The lungs are one of the main organs that the AAT protein protects. AAT deficiency (AATD or inherited emphysema) occurs if the AAT proteins made in the liver are not the right shape, and they get stuck inside liver cells and cannot get into the bloodstream. As a result, not enough AAT proteins travel to the lungs to protect them, which increases the risk of lung disease. Also, liver disease can develop because too many AAT proteins are stuck in the liver. Severe AATD occurs when blood levels of the AAT protein fall below the lowest amount needed to protect the lungs.

AATD is an inherited condition that occurs in all ethnic populations, yet most often in Caucasians of European descent. It is not known how many people have AATD and many people who have the condition may not know they have it. According to the National Institutes of Health, estimates of disease incidence range from about 1 in every 1,600 people to about 1 in every 5,000 people.

About eFlow® Technology and PARI Pharma

The Company’s inhaled AAT therapy is delivered by an investigational eFlow® Nebulizer System developed by PARI Pharma and optimized specifically for Kamada. The optimized device uses eFlow Technology to enable highly efficient aerosolization of medication including liposomal formulations via a vibrating, perforated membrane that includes thousands of laser-drilled holes. Compared with other nebulization technologies, eFlow Technology produces aerosols with a very high density of active drug, a precisely defined droplet size and a high proportion of respirable droplets delivered in the shortest possible period of time. eFlow Technology is not an ultrasonic nebulizer technology and is not a general purpose electronic aerosol generator nebulizer technology. Combined with its quiet mode of operation, small size, light weight and battery use, eFlow Technology reduces the burden of taking daily, inhaled treatments.

About Kamada

Kamada Ltd. is focused on plasma-derived protein therapeutics for orphan indications, and has a commercial product portfolio and a robust late-stage product pipeline. The Company uses its proprietary platform technology and know-how for the extraction and purification of proteins from human plasma to produce Alpha-1 Antitrypsin (AAT) in a highly-purified, liquid form, as well as other plasma-derived Immune globulins. AAT is a protein derived from human plasma with known and newly-discovered therapeutic roles given its immunomodulatory, anti-inflammatory, tissue-protective and antimicrobial properties. The Company’s flagship product is Glassia®, the first and only liquid, ready-to-use, intravenous plasma-derived AAT product approved by the U.S. Food and Drug Administration. Kamada markets Glassia in the U.S. through a strategic partnership with Baxalta. In addition to Glassia, Kamada has a product line of seven other pharmaceutical products administered by injection or infusion, that are marketed through distributors in more than 15 countries, including Israel, Russia, Brazil, India and other countries in Latin America, Eastern Europe and Asia. Kamada has five late-stage plasma-derived protein products in development, including an inhaled formulation of AAT for the treatment of AAT deficiency that its MAA was submitted to the EMA after completing a pivotal Phase 2/3 clinical trials in Europe and is in Phase 2 clinical trials in the U.S. and its intravenous AAT to treat type-1 diabetes, GVHD and prevention of lung transplant rejection. Kamada also leverages its expertise and presence in the plasma-derived protein therapeutics market by distributing more than 10 complementary products in Israel that are manufactured by third parties.

Cautionary Note Regarding Forward-Looking Statements

This release includes forward-looking statements within the meaning of Section 27A of the U.S. Securities Act of 1933, as amended, Section 21E of the U.S. Securities Exchange Act of 1934, as amended, and the safe harbor provisions of the U.S. Private Securities Litigation Reform Act of 1995. Forward-looking statements are statements that are not historical facts, such as statements regarding assumptions and results related to financial results forecast, commercial results, timing and results of clinical trials and EMA and U.S. FDA authorizations. Forward-looking statements are based on Kamada’s current knowledge and its present beliefs and expectations regarding possible future events and are subject to risks, uncertainties and assumptions. Actual results and the timing of events could differ materially from those anticipated in these forward-looking statements as a result of several factors including, but not limited to, unexpected results of clinical trials, delays or denial in the U.S. FDA or the EMA approval process, additional competition in the AATD market or further regulatory delays. The forward-looking statements made herein speak only as of the date of this announcement and Kamada undertakes no obligation to update publicly such forward-looking statements to reflect subsequent events or circumstances, except as otherwise required by law.

Contacts

Kamada Ltd.
Gil Efron
CFO
ir@kamada.com
or
LHA
Anne Marie Fields, 212-838-3777
afields@lhai.com

Kamada applies to market inhaled Alpha-1 therapy in Europe

Published on Tuesday, March 29, 2016

 Kamada applies to market inhaled Alpha-1 therapy in Europe

Kamada has submitted a Marketing Authorization Application with the European Medicines Agency (EMA), seeking permission to market its inhaled therapy for Alpha-1 Antitrypsin Deficiency in Europe.

The EMA, the European equivalent of the U.S. Food and Drug Administration (FDA), will now consider whether to allow Kamada to market the product, a version of augmentation therapy that is taken by aerosol through a nebulizer twice a day.

“This application raises the exciting possibility that an alternative augmentation therapy may become available to Alphas in Europe. However, I would caution that an application is not the same as receiving approval for a new therapy,” said Robert “Sandy” Sandhaus, clinical director of the Alpha-1 Foundation and medical director of AlphaNet.

A Marketing Authorization Application (MAA) is an application by a drug manufacturer seeking permission to bring a new drug to market. The MAA is part of the official procedure in Europe and the United Kingdom to win approval for marketing a new drug. The MAA is equivalent to a New Drug Application made to the Food and Drug Administration (FDA) in the United States.

Jan Stolk, MD, of the Department of Pulmonology, Leiden University, was the principal investigator of the clinical trial that led to the application. “The submission of the MAA for inhaled alpha-1 antitrypsin to treat AATD is a major step toward bringing another treatment to AATD patients,” Stolk said. “This study is the first study ever that shows inhaled AAT’s ability to reduce the decline in FEV1 in a patient population suffering from frequent exacerbations of dyspnea and coughing.”

A study of the same inhaled drug therapy was recently completed at two centers in the United States, the University of Florida and the University of Texas at Tyler, in preparation for an eventual application to the FDA for approval in the United States.

To read Kamada’s press release about the application, click here.

Primeiro Congresso Latino-americano de Pacientes com Déficit de Alfa-1 Antitripsina. 2015

Nos dias 4 e 5 de dezembro de 2015 realizou-se em Buenos Aires o 1º
Congresso Latino-americano de Pacientes com Déficit de Alfa-1 Antitripsina.
Um programa da Alpha-1 Foundation organizado pela Alfa-1 Argentina
com representantes e convidados da Argentina, Uruguai, Brasil, Chile, Colômbia,
Peru, Costa Rica, Panamá, Equador.

Participaram do encontro: pacientes, médicos, enfermeiros e
outros profissionais da área da saúde.
Estiveram presentes John Walsh e Gonny Gutierres, dirigentes
da Alpha-1 Foundation.
Pelo Brasil foram convidados o Dr. José Jardim e o paciente
Raul Pargendler.

Foram realizadas diversas atividades:
1. Testemunhos de pacientes:
Carlos Cambón (Argentina)
Felipe Moreno (Colombia)
2. Palestras:
O ABC do déficit de alfa-1 antitripsina
Dr. Michael Campos
Programa de detecção na
Argentina. Somos muito mais que dois.
Dr. Mariano Fernández Acquier
Diagnóstico e tratamento
Dr. Gillermo Menga
Alfa-1 atuais e futuras soluções
terapêuticas
Dr. Michael Campos
Reabilitação de pacientes com Déficit
de Alfa-1
Dr. José Jardim
3. Grupos de discussão
Formados 3 grupos de discussão,
sem os médicos. Após a participação de todos os componentes dos grupos nos debates, os relatores expuseram na plenária as ideias colocadas sobre:
Impacto no diagnóstico
Inquietudes
Expectativas
Evolução da enfermidade
Grupo familiar.
Associações locais
Criação da Alpha1-América Latina
O encontro finalizou com uma palestra do Sr. John Walsh em que ele expôs os esforços que a alpha-1 foundation desenvolve no sentido de combater a doença e os planos para que a
relação entre pacientes seja realmente um programa global.
Sabendo que este encontro foi
apenas um primeiro passo mas que certamente vai dar bons frutos.
O Brasil foi representado pelo nosso colega e colaborador Raul Pargendler.

argentina 2015 b

argentina 2015 d

COMO SÃO DESENVOLVIDOS OS NOVOS MEDICAMENTOS?

Wagner Ricardo
30 de agosto de 2015 · São Paulo, SP ·
COMO SÃO DESENVOLVIDOS OS NOVOS MEDICAMENTOS?

Da casca do pau-brasil até o balcão da drogaria

O processo que eu vou descrever simplificadamente é longo, durando entre 10 e 15 anos e custa em média 1,2 bilhões de dólares, de acordo com o Tufts Center for the Study of Drug Development.

Começando do começo, deve haver uma hipótese de que uma molécula ou algo contendo moléculas, como uma planta, possa ter um efeito terapêutico interessante. Esta hipótese pode surgir porque o cientista leu uma série de artigos, ou simplesmente porque alguém apareceu em seu laboratório, com uma casca de uma árvore, digamos, pau-brasil, na mão, dizendo que o chá daquilo cura uma doença X. Vamos continuar com o segundo exemplo, porque é mais divertido.

Se alguém aparecer no meu laboratório com uma casca de árvore dizendo que tem potencial de controle do câncer (por favor, não façam isso), a primeira coisa que eu vou fazer, após ir para os bancos de dados (pubmed) para verificar o que já foi estudado daquela planta, é produzir um extrato daquilo e colocar doses deste extrato sobre culturas de células tumorais.

Vou fazer uma comparação de como se comportam as células tumorais na presença e na ausência do tal extrato e calcular uma série de parâmetros, como velocidade de proliferação, densidade de saturação, capacidade de crescimento em suspensão, alterações morfológicas, bla bla bla. Caso haja um efeito interessante do extrato de pau-brasil sobre as células que eu testei, começa então uma nova fase que é a de fracionar o extrato para saber qual ou quais moléculas dele é que tem este potencial.

Um extrato vegetal apresenta milhares de moléculas diferentes. Eu como cientista, não quero usar um extrato de plantas, porque a única coisa que usar milhares de moléculas juntas vai me fazer é eu ter muitos mais eventos adversos. Uma molécula do pau-brasil produz a inibição de proliferação, enquanto outras nove mil provocam efeitos que não me interessam e podem ser tóxicos. Precisamos então, purificar as moléculas de interesse, mesmo porque você não consegue estudar efetivamente nove mil moléculas misturadas.

Entram nesta fase os químicos e farmacêuticos com seu rico arsenal de métodos de separação e caracterização de moléculas. As várias frações vão sendo testadas, até que depois de anos (sim, leva anos), chegamos à molécula ou ao conjuntinho de moléculas (3 ou 4, sempre poucas), que das nove mil presentes no extrato inicial apresentam o efeito inibidor de crescimento tumoral. Sim, começamos estudando milhares, num trabalho insano, para chegar a UMA, que TALVEZ chegue ao mercado.

Vários testes in vitro são feitos, com diversas linhagens celulares, diversas doses da molécula e começa-se a explorar o mecanismo pelo qual a molécula atua. Não basta saber que inibe proliferação. Queremos saber como, pois se inibir proliferação tanto de células tumorais quanto normais, vai ser bastante tóxico para os indivíduos. Saber como ela atua, detalhadamente permite prever toxicidade e uma série de outros parâmetros. Estes estudos mecanísticos continuam por mais alguns anos e se finalmente o mecanismo for ao menos parcialmente caracterizado, a molécula tiver efeito sobre células tumorais e não for tóxica para células normais, começa-se a pensar no potencial de mercado desta. Caso se observe algum problema de baixa eficácia ou alta toxicidade, é possível ainda nesta fase, que químicos e farmacêuticos alterem a estrutura da molécula para maximizar efeito e minimizar o que é indesejado (mais alguns anos).

Para os cientistas da área básica, fica sempre a impressão de que estamos a um passo do mercado, mas não. Até este momento não usamos nem animais e nem humanos. É nesta fase que eu, Wagner, atuo, há quase duas décadas. Pode-se até usar animal nesta fase para alguma confirmação, mas é em pequeníssima quantidade e nem sempre é necessário e em laboratório deste tipo se usa no máximo rato e camundongo, quando se usa, com total controle e fiscalização dos comitês de ética e quando não há alternativas apenas. Após tudo isso, começam então os estudos pré-clínicos e depois os clínicos, se alguma indústria farmacêutica se interessar pelo que temos até então.

Os estudos clínicos são aqueles feitos em seres humanos. Os pré-clínicos são feitos em animais ou sistemas alternativos. Esta questão de se colocar “priorizar sistemas alternativos”, que encontramos no próprio manual da ANVISA, é mais na esperança de que isso exista e no desencargo de consciência de dizer que não obrigou fazer em animal, do que porque de fato exista para todos os casos. Existem alguns modelos não-animais. Alguns!!! Embora algo possa ser feito em simulador computacional ou tecido, na prática, se você não fizer em animal vai ficar engastalhado com sua pesquisa, porque órgão nenhum vai aprovar que você passe para a fase clínica de testes em humanos se você não fez a fase pré-clínica em animal – entrave legal intransponível. A própria apostila da ANVISA, embora diga que pode ser feito em método alternativo desde que bem descrito, equivalente e internacionalmente aceito, em seguida determina os testes pré-clínicos a serem feitos (toxicidade aguda, toxicidade de doses repetidas, toxicidade reprodutiva, genotoxicidade, tolerância local, carcinogenicidade e toxicocinética) e também quantas espécies devem ser usadas em cada um, se apenas roedor ou uma espécie de roedor e outra de não-roedor. Por lei, convenção ou bom senso, não se pode fazer os estudos clínicos antes dos estudos pré-clínicos.

Como se ve pelos nomes, os testes pré-clínicos, fortemente regulados pela ANVISA, CONCEA, etc são uma exigência legal e servem para nortear dose, via de administração e toxicidade esperada. A partir daí, parte-se para a fase em humanos. Esta fase se subdivide em quatro fases, as chamadas fase I, II, III e IV de Pesquisa Clínica.

Na fase I, utiliza-se um pequeno número de indivíduos e estes são saudáveis na maioria das vezes, a menos que o medicamento em teste tenha grande toxicidade, como quimioterápicos, que já são testados diretamente em indivíduos doentes. A dose é aumentada gradualmente e visa-se estudar segurança e tolerância. Observa-se se o medicamento é absorvido e seu tempo de meia vida (duração) no sangue.

Na fase II, se estuda eficácia e portanto usa-se mais indivíduos portadores da doença que se deseja tratar e se estuda dose e via de administração, em relação à eficácia, ou seja efetividade do tratamento.

Na fase III, o número de indivíduos já passa aos milhares, embora o que defina isso seja a estatística, previamente feita no planejamento do estudo, são doentes e nesta fase o estudo é randomizado e de preferência duplo-cego. Randomizado quer dizer que os indivíduos vão ser divididos em dois grupos aleatoriamente, sem que nada favoreça que um tipo de paciente faça parte mais de um grupo do que de outro. Um grupo receberá a droga nova e outro receberá o tratamento padrão existente e ele é duplo-cego porque nem o paciente e nem o médico sabem quem recebe a droga e quem recebe o tratamento padrão, mas todos os pacientes estão cientes de que fazem parte de um estudo e podem receber um ou outro, e assinam um TCLE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido). Apenas os coordenadores do estudo sabem quem recebeu o que. Isso é feito para não haver influência psicológica por parte do paciente ou diferença de procedimento em relação à equipe médica, tornando o resultado mais confiável.

Se nesta fase houver benefício demonstrado do tratamento, o medicamento pode ser registrado e comercializado. Após sua entrada no mercado então, após o registro, dá-se a fase IV, onde ocorre a farmacovigilância, que é quando a população que o utiliza vai relatar eventos adversos e benefícios, para que mais conhecimento seja adquirido, já que muito mais indivíduos estão usando e em situações reais.

Antes das décadas de 50-60, o rigor das agências regulatórias não era tão grande, especialmente para os testes pré-clínicos. O que mudou este cenário foi o episódio trágico da talidomida, uma droga então recém-descoberta, que era considerada tão segura que era prescrita para mulheres grávidas, para diminuir o enjôo matinal. A droga foi usada no mundo todo, menos nos EUA, e em 1962 já havia 10 mil casos de focomelia (membros encurtados, como de foca) em bebês nascidos das mães que haviam usado. Foi constatado que os testes de teratogenicidade (malformação fetal) haviam sido feitos apenas em roedores, onde este problema não aparece. Ao se fazer os mesmos testes em coelhos e primatas, viu-se que o problema poderia ter sido evitado, dado que estes não-roedores apresentaram malformação fetal por ação da talidomida.

Por este motivo, as agências regulatórias exigem os testes de teratogenicidade a partir de então em duas espécies, uma sendo de roedores e outra de não-roedores. A situação resultou em uma comoção internacional e fortes críticas à indústria farmacêutica da época, enfatizando a necessidade de melhores testes em animais. O teste de teratogenicidade, por motivos óbvios, é um dos exemplos que não pode ser feito in vitro, em cultura de células, pois não se pode estudar embriogênese, formação fetal, em células isoladas in vitro, e também não pode ser feito diretamente em humanos, pois o risco é muito alto. Toda a noção de teratogenicidade que temos de cada fármaco é proveniente dos ensaios pré-clínicos.

A alegação de que a indústria farmacêutica visa lucro, é verdadeira, assim como o McDonald´s, a pastelaria da esquina e toda e qualquer instituição privada. O benefício dos cientistas com o lucro das industrias farmacêuticas é meramente o fato de que se estas lucram, estas têm capital e estímulo para investir em seus projetos. Cientistas não lucram e todos que conheço têm uma vida bastante modesta.

Cientistas são seres absurdamente sonhadores, entusiasmados, focados, otimistas e cada dia acordamos e vamos para os nossos laboratórios com expectativa de final de copa, acreditando piamente que naquele dia vamos encontrar o resultado revolucionário que vai abrir o caminho para a cura das doenças que estudamos, ou então que vamos dar uma aula show e abrir os olhos e estimular o interesse de nossos alunos para que se encantem pela ciência e continuem o nosso legado. Dormimos tarde porque ficamos no laboratório repetindo aquele experimento só mais uma vez umas cinco vezes, crentes de que vai dar certo, ou lendo só mais um artigo de alguém do outro lado do mundo que fez algo que pode nos ajudar a concluir nossa pesquisa. O que queremos é espaço e possibilidade de colocar nossas ideias em prática. A vasta maioria dos cientistas trabalha em seus laboratórios utilizando sistemas in vitro, nas primeiras fases de desenvolvimento que eu mencionei. Quando a droga de interesse ganha potencial de mercado e passa-se para os testes pré-clínicos, pouquíssimas pessoas e pouquíssimos centros estão envolvidos e isto geralmente ocorre em centros de pesquisa fora das universidades e centros acadêmicos. Eu NUNCA vi um cachorro dentro de nenhum laboratório onde tenha trabalhado. Não é nada comum este tipo de pesquisa na área básica. Ocorrem no pré-clínico, por uma exigência legal e um medo de repetir a tragédia da talidomida da década de 60.

Que a indústria tem que lucrar com os desenvolvimentos, não tenho a menor dúvida, afinal de contas o investimento como dito chega a mais de 1 bilhão de dólares e muitas vezes de um estudo de 10 anos resultam ZERO moléculas comercializáveis, pois no final nenhuma se mostrou adequada.

Da população, para que tenha acesso aos desenvolvimentos deve cuidar o Governo, como diga-se de passagem tem acontecido até que bem, através das farmácias de alto-custo. Não sei como é fora de São Paulo, mas aqui, pelo que eu vejo, todos que necessitam de medicamentos dos mais caros, alguns chegando a muitos milhares de reais por mês, se fizerem a papelada como deve ser, tem esta necessidade atendida satisfatoriamente, através de programas do Governo, claro, quando está previsto o uso daquele medicamento para aquele paciente, seguindo todas as regras pré-estabelecidas.

De dez a quinze anos de estudos, mais de 1 bilhão de dólares, para se chegar a um medicamento e muitas vezes todo este esforço chega a zero medicamentos, fazendo com que a indústria tenha que lucrar com um medicamento de sucesso o fracasso de 3 outras tentativas frustradas. Tenho certeza de que é muito mais trabalhoso e complexo do que você imaginava, pois nem mesmo todos os cientistas têm esta ideia, uma vez que somos muito especializados e trabalhamos exclusivamente em partes deste processo ao longo de nossa carreira.

A minha ideia com este post foi apresentar respostas para perguntas do tipo: Por que não testam em humanos direto? Por que não usam só rato?….e desmistificar a questão do lucro envolvido.

O que a ANVISA exige é que se use roedores e não-roedores. Precisa ser cachorro? Não! Por que em raras ocasiões estes são usados? Porque como já foram muito usados, sabe-se muito sobre eles e é mais fácil interpretar os dados obtidos. Este é um dos motivos. Coelhos também são bastante usados como não-roedores. A domesticabilidade e possibilidade de manutenção em cativeiro em condições adequadas também é levada em consideração. Me agrada a ideia? Claro que não! Acho que vale uma discussão centrada e pautada no bom senso sobre boas práticas e alternativas? Claro que sim!!! Não fosse assim, não estaria explicando coisas estes dias. A Europa e os EUA aboliram o uso de animais no pré-clínico de medicamentos? NÃO!!! A Europa aboliu o teste de cosméticos, o que eu espero seja abolido no mundo todo, pois é uma futilidade desnecessária. Há alternativas para todos os testes? NÃO!!! Gostaríamos que houvesse e trabalhamos no sentido de que haja? SIM!!! Substituímos humanos por animais nos testes? NÃO! Como visto, os humanos também são testados em outra etapa.

Espero que tenha conseguido esclarecer alguns pontos. Gostaria de conseguir escrever menos, mas isso ainda não aprendi. Até o próximo post gigantesco. Abraço a todos!!!​

A ABRADAT apresenta

A ABRADAT apresenta um resumo dos principais pontos da Vigésima Quarta Conferência Nacional Anual de Educação sobre Alfa-1 Antitripsina que ocorreu em Anaheim, Califórnia dos dias 23/07 a 26/07 de 2015.

O que apresentamos abaixo, nos foi passado por uma Portadora de Alfa-1 Antitripsina que compareceu ao evento:

1) A Conferência é organizada pela Alpha-1 Foundation, uma fundação americana não governamental com 20 anos de atividade, cujo objetivo principal é encontrar a cura para a Deficiência de Alfa1 Antitripsina. Ao longo desses 20 anos mais de 56 milhões de dólares foram investidos em pesquisas.

2) A Alpha-1 Foundation também tem como objetivos a educação sobre a condição bem como a advocacia pelos DAAT.

3) O primeiro dia da conferência, dia 23 foi basicamente um dia de boas vidas

4) Uma área com stands de diversos laboratórios, centros de pesquisas, fundações, associações foi montada para que os DAAT e portadores pudessem conversar, saber sobre as últimas novidades e se informar melhor sobre sua condição.

5) As palestras educativas se iniciaram no dia 24, onde tivemos:

5.1) Encontro individuais com os médicos e especialistas em DAAT.

5.2) Mesas redondas com membros da fundação com o objetivo de ajudar no engajamento na causa. As mesas tinham como tema: jovens adultos, pre e pós transplante, como levantar fundos para a causa, dentre outros.

5.3) “The Alpha-1 Project”: para que a fundação pudesse dar ainda mais atenção as pesquisas, foi criada uma nova subsidiária cujo o único objetivo é o financiamento, acompanhamento e colaboração nas pesquisas científicas de novos medicamentos

5.4) Palestra sobre as características básicas da DAAT doença hepática e como cuidar do seu fígado

5.5) Palestra sobre o engajamento dos DAAT em pesquisas científicas.

6) Eventos do sábado, 25 de julho:

6.1) O dia começou com um apanhado geral de tudo o que já foi alcançado nesses 20 anos:

a) 4 drogas para a terapia de reposição de Alfa-1. No Brasil temos aprovado pela Anvisa 3 delas: “Glassia”, “Tripsone” e o “Zaimera”, dos laboratórios: Kamada, Grifols e CSL respectivamente

b)Terapia de reposição de Alfa-1 por inalação em testes clínicos fase 2. Essa terapia está sendo desenvolvida pelo laboratório Kamada

c) Terapia de reposição de Alfa-1 em forma liquida disponível e em testes clínicos

d) Droga para a DAAT doença hepática em testes clínicos

e) Terapia genética em desenvolvimento

6.2) Painel específico sobre a DAAT doença hepática

a) Muitos pontos precisam ser respondidos sobre a DAAT doença hepática, tais como:

Porque somente de 10% a 15% das crianças PiZZ desenvolvem doença hepática?
Porque em algumas crianças com doença hepática parecem melhorar sozinhas enquanto outras precisam de transplante ainda nos primeiros anos de vida?
Quais fatores ambientais e genéticos são determinantes?

b) Uma grande pesquisa está sendo realizada nos EUA com crianças PiZZ para entender os mecanismos do desenvolvimento da doença. “Somente podemos combater o que sabemos como funciona”

c) Consenso geral que todo adulto com DAAT deve ser acompanhado por um hepatologista. ” A DAAT é uma problema no fígado que afeta os pulmões”

d) A terapia em estudo para a DAAT doença hepática chama-se “terapia de silenciamento do gene”. Nesse terapia o fígado pararia de produzir a molécula de Alfa-1 defeituosa, transformando o paciente em PiNull (sem produção alguma de Alfa-1 antitripsina no fígado). O fígado, sendo o órgão com maior capacidade de regeneração, se “curaria” do seu processo cirrótico. Contudo, durante a ingestão da medicação para bloquear a produção de Alfa-1 , teríamos a indicação que ao mesmo tempo o indivíduo utilizasse a terapia de reposição de Alfa-1 (utilizada hoje por aqueles que com DAAT doença pulmonar). Tudo está ainda em fase de estudo, mas já temos um caminho a trilhar.

6.3) Durante o período da tarde, várias pequenas palestras ocorreram ao mesmo tempo com temas diversos, como por exemplo: A Genética da DAAT, Estratégias para aumentar a tolerância nos exercícios, O que conversar com seu médico, vivendo com saúde, dentre outras.

6.4) O domingo dia 26 foi basicamente uma manhã onde rendemos homenagens a aqueles que já não estão mais conosco, mas que participaram da luta pelos DAAT

Acreditamos que a grande mensagem é que não estamos sozinhos. Devemos nos unir para entendermos melhor a nossa condição, sabermos como nos ajudar e ajudar ao próximo.

O 5th Alpha-1 Global Pacient Congress (“Congresso”) aconteceu em Barga, Itália, nos dias 9, 10 e 11 de abril 2015

A Abradat apresenta a seguir uma livre tradução do resumo da 5th Alpha-1 Global Pacient Congress e da 2nd Biennial International Research Conference on Alpha-1 Antitrypsin Deficiency
As fotos do evento podem ser encontradas no seguinte endereço eletrônico:
http://s986.photobucket.com/…/2015%20Alpha-1%20Global%20Pat…
“O 5th Alpha-1 Global Pacient Congress (“Congresso”) aconteceu em Barga, Itália, nos dias 9, 10 e 11 de abril e contou com a participação de 200 pessoas de 26 países . Renomados cientistas, médicos, especialistas, parceiros da indústria, pacientes, cuidadores e familiares estavam reunidos para debaterem sobre o status de:
• Pesquisa científicas
• Quadro regulamentar para o licenciamento de terapias para doenças raras na Europa
• Registros de pacientes
• Formas de reforçar a mensagem da Alfa1 Antitripsina (“AAT”) a nível mundial.
O Congresso foi o primeiro organizado pela Alpha-1 Global (http://www.alpha-1global.org) (“Global”) , um programa da Alpha-1 Foundation (http://www.alpha1.org ) (“Fundação”) dedicado à construção de uma rede colaborativa de organizações de pacientes e suas famílias em todo o mundo. Ele foi lançado como resultado do Congresso de Barcelona, realizado em 2013, onde os participantes decidiram criar uma forma de incentivar a comunicação entre a comunidade de Deficientes de Alfa1 Antitripsina (“DAAT”) ao redor do mundo. Desde então, um site foi criado (http://www.alpha-1global.org) como uma plataforma global para apoiar a comunidade, com ferramentas e conteúdos digitais.
Os congressistas concordaram que a conscientização sobre a AAT ainda é a necessidade mais premente para as suas comunidades em todos os países. A detecção precoce, a advocacia, e acesso tratamentos, especialmente a terapia de reposição, foram as principais prioridades, seguindo-se a necessidade de apoiar um registro internacional de paciente e partilhar recursos úteis dentro da comunidade global.
Para atender a esses objetivos, os participantes concordaram em trabalhar juntos em todo o mundo com o compromisso de dar os próximos passos nesse roadmap : uma estratégia de três anos que inclui trabalhar numa campanha global de conscientização para desenvolver e atender as necessidades da comunidade de Alfa1 ao redor do mundo.
A 2nd Biennial International Research Conference on Alpha-1 Antitrypsin Deficiency (Conferência) foi realizada em conjunto com o Congresso, e teve foco em conceitos inovadores no mecanismos, acompanhamento e tratamento da AAT doença hepática e outras pesquisas sistêmica.
Pesquisadores especializados guiados pelo diretor científico da Fundação Adam Wanner, MD, Giuseppe Lungarella, MD (Universidade de Siena, Itália) e Robert Stockley, MD (Hospital Universitário de Birmingham, Reino Unido), apresentaram pesquisas. Um painel de discussão conjunta entre pacientes e cientistas em 10 de abril apresentou as últimas atualizações sobre a investigação e estimulou ainda mais a interação entre as comunidades científicas e pacientes.
As sessões do Congresso abordaram temas que incluíram:
• Necessidade de melhorar a formação e o suporte para os países no sentido de estabelecer grupos de apoio
• Necessidade de melhorar o suporte para superar as dificuldades enfrentadas no acesso ao tratamento de reposição nos países onde ela ainda não foi aprovada.
Congresso começou na noite de 09 de abril com uma homenagem comovente à memória de duas figuras importantes que vieram a falecer recentemente :
• Maurizio Luisette, MD, de Piva Itália, proeminente pesquisador sobre AAT por suas magnificas conquistas no campo da pesquisa científica
• Mario Ciuffini, anteriormente figura chave na Associação de Pacientes de AAT italiana, por sua significativa contribuição na conscientização sobre AAT
Jonh Wash, presidente da Fundação e membros do Comitê de Direção da Global congratularam-se com os participantes na sexta-feira pela manhã e os atualizaram sobre a situação da comunidade global de pacientes. Dos dados apresentados por Marilyn Black (Austrália e Nova Zelândia), Mimi McPhedran (Canadá), Henry Moehring (EUA), Guillermo Menga (América do Sul), Joanna Chrorostowska (Europa Central) e Catarina Pyrrait (Europa Ocidental) destacaram-se: o sub diagnóstico e falta de consciência sobre AAT. Contudo, também refletiram as medidas já tomadas pelas organizações participantes na construção da comunidade de pacientes e aumento da advocacia em cada uma dessas áreas
Estudos em terapias de novos genes, terapias moleculares e de células-tronco estão no horizonte dos tratamentos de AAT no fígado e no pulmão e foram apresentadas pelos Drs. Jeffrey Teckman, Matthias Griese e Jonathan Edelman. Jonathan Edelman falou sobre as possibilidades futuras para o tratamento da AAT associada a doença hepática. A sessão sobre AAT associada a doença pulmonar foi focada em terapias futuras e na eficácia da inalação e reposição intravenosa de AAT. Teckman é o investigador principal de um estudo multi-center de 5 anos em fígado de DAAT em adultos nos EUA. As inscrições para participar do estudo seguem abertas.
Laura Fregonese , da European Medicines Agency ( EMA) , falou sobre os caminhos científicos e regulamentares para novos tratamentos para doenças raras. Kenneth Chapman, MD, da Canadian Registry; Iliaria Ferrarotti , da Italian Registry; Robert Stockley , da Alpha-1 International Registry ( AR ); e Charlie Strange, diretor da Foundation Research Registry, atualizaram sobre a situação dos registros de pesquisa e sobre a necessidade de colaboração entre paciente, clínico e as comunidades científicas . O tópico , com as suas questões para melhorar a coleta de dados , as questões de proteção de dados através dos países , financiamento e gestão , é considerado essencial na comunidade de DAAT, no sentido de melhorar as oportunidades para a investigação e desenvolvimento de novos tratamentos e para o entendimento da AAT
As sessões no sábado foram focadas em formas de construção de organizações sustentáveis para reforçar a mensagem de Alfa-1 e reforçar a defesa do paciente . Johan Prevot , da International Patient Organization for Primay Immonodeficiencies ( IPOPI ) , e Shane Fitch, da Lovexair Foundation com sede em Espanha , ofereceram diferentes ideias para o desenvolvimento de uma rede de pacientes solida e estratégias de comunicação focadas na sensibilização, detecção e acesso a tratamento.
As sessões de networking enfatizaram os esforços para envolver os adolescentes e adultos jovens e o apoio as crianças DAAT. Esse ponto também foi levantado e discutido na 2014 Alpha-1 National Conference, que ocorreu no Kansas, USA.
Prevot também forneceu exemplos de melhores práticas e orientações em áreas de interesse chave, expandindo uma comunidade internacional de paciente e defendendo os interesses dos pacientes em todo o mundo.
O dia terminou com uma sessão produtiva do trabalho em grupo com representantes de vários países da América Latina, Europa Central, Oceania e América do Norte. O produto da sessão foi estabelecer os próximos objetivos da comunidade global de DAAT. John Wash sumarizou as sugestões da comunidade global, destacando:
• A necessidade de uma campanha global de conscientização
• A partilha de informação para facilitar a criação de novas associações de pacientes nos países.
• Trabalhar no sentido do registro internacional de paciente
• Criar um forte relacionamento entre os médicos e os DAAT no sentido de progredir positivamente em melhores diagnósticos da doença e registros.
A Conferência, que incluiu 17 palestrantes e cerca de 15 debatentes, juntamente com outros participantes, abordou três temas relacionados com a AAT doença pulmonar:
• Mecanismos básicos
• Detecção
• Tratamento.
Wanner resumiu seis novas descobertas científicas apresentadas na Conferência, que, segundo Wanner vai impulsionar pesquisa de AAT e se aproximar de novos tratamentos e, de uma cura:
• Heterozigotos : Alfa-1 portadores – que fumam têm um risco aumentado de perda de função pulmonar em comparação com pessoas sem os genes de Alfa-1 que fumam.
• Alfa1 Antitripsina tem ampla ação anti-inflamatórias e imuno-moduladora em adição para inibir a protease de serina; isto levanta dúvidas sobre o mecanismo pelo qual a terapia de reposição melhora a progressão da doença pulmonar em DAAT, e se a Alfa1 Antitripsina pode ser usada para tratar outras doenças pulmonares, incluindo Fibrose Cística e doença comum pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
• Terapia de reposição, vem sendo agora apresentada em um estudo randomizado, controlado com potência adequada para retardar a destruição do tecido pulmonar, avaliada por densitometria tomografia computadorizada de tórax.
• Terapia de aerossol de Alfa1 Antitripsina é segura e estamos aguardando os resultados de estudos que avaliaram o seu efeito em DAAT com doença pulmonar.
• Dois novos biomarcadores “inteligentes” de deficiência de AAT estão ficando perto de ser totalmente validados como marcadores de presença da doença, progressão e resposta à terapia. Um é o soro desmosina / isodesmosina como um marcador da degradação da elastina (inteligente porque se relaciona mecanicamente ao enfisema), e polímeros de AAT no soro (porque refletem polímeros Z-proteína, que são envolvidos em Alfa1 do fígado e doença pulmonar).
• A terapia genética não está morta. Prova de princípio foi estabelecida com o músculo esquelético como alvo transfecção (viável, mas a baixa eficiência). Outros objetivos, incluindo a pleura (anatomicamente perto do pulmão) estão sob investigação.
Os trabalhos individuais apresentados na Conferência serão publicados em um jornal peer-reviewed a ser anunciado, disse Wanner.”

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2015 Alpha-1 Global Patient Congress by Alpha-1 Foundation

Barga, Italy, April 9-11 -2015

ico_pdf A_Abradat_apresenta_a_seguir_uma_livre_tradução_do_resumo_da_5th_Alpha

Efficacy and Safety of Alpha1-Proteinase Inhibitor (Human), Modified Process (Alpha-1 MP) in Subjects With Pulmonary Emphysema Due to Alpha1 Antitrypsin Deficiency (AATD)

Condition:   Pulmonary Emphysema in Alpha-1 PI Deficiency
Interventions:   Biological: Alpha1-proteinase inhibitor (human), modified process (Alpha-1 MP);   Other: 0.9% Sodium Chloride for Injection, USP
Sponsor:   Grifols Therapeutics Inc.
Recruiting – verified August 2016
Efficacy and Safety of Alpha1-Proteinase Inhibitor (Human), Modified Process (Alpha-1 MP) in Subjects With Pulmonary Emphysema Due to Alpha1 Antitrypsin Deficiency (AATD)
clinicaltrials

Source: clinicaltrials